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PSICOTERAPIA PARA ADULTOS, CASAIS E ADOLESCENTES
A psicoterapia é um recurso para ajudá-lo a entender melhor a si mesmo, às pessoas ao seu redor e aos seus problemas e pode auxiliá-lo a encontrar maneiras de enfrentar as dificuldades e melhorar sua situação. Nesse processo, o cliente e a psicóloga examinam áreas emocionais e sociais que o estão afetando no dia-a-dia ou em situações específicas.
Muitas pessoas procuram a psicoterapia porque estão preocupadas com seus relacionamentos - com a família, com amigos, com esposos, com namorados, com parentes, com vizinhos, com filhos, com irmãos, com colegas de trabalho, com companheiros de república. Isso acontece porque os relacionamentos são uma parte muito importante de nossas vidas. Essas pessoas procuram psicoterapia porque querem entender melhor seus relacionamentos, o que está dando errado neles e pensar em como melhorá-los.
A psicoterapia cognitiva ou cognitiva comportamental, que é a abordagem que uso com as pessoas que me procuram, leva principalmente em conta as interpretações que cada um dá a si e aos acontecimentos para tentar entender e modificar suas emoções e seu modo de agir, esses são seus pilares centrais.
O foco principal da terapia está em como os problemas (atuais ou não) interferem com sua vida diária, ajudá-lo a entender esses problemas e a desenvolver maneiras de lidar com eles.
É um tipo de psicoterapia mais ativa (você não vai falar 50 minutos sem quase ouvir minha voz), onde a psicóloga pode pedir para você fazer ou pensar sobre certas coisas entre as sessões (como uma "lição de casa") ou sugerir certos comportamentos (que fazem parte das técnicas da abordagem e/ou foram demonstrados serem eficientes para determinados casos, pela literatura científica).
Algumas das razões comuns para fazer psicoterapia são:
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querer fazer mudanças positivas em sua vida
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dificuldades com relacionamentos
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desempenho no trabalho, faculdade ou escola
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sentir que sua vida está desequilibrada
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querer fazer uma revisão de sua vida
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querer recomeçar
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desenvolvimento pessoal
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problemas de comunicação
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trauma por seqüestro, assalto, estupro
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ansiedade
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pânico
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estresse
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abuso físico, sexual ou emocional
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depressão
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sentir que perdeu o sentido na vida
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perdas
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luto
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medo do futuro
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transtornos alimentares
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dificuldades sexuais
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falta de confiança
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querer fazer mudanças na carreira
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ciúmes
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problemas de intimidade
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problemas conjugais
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obsessões, manias e compulsões
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transições de relacionamento
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crise de transição de vida (p.e. crise de meia-idade)
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sentir-se para baixo ou infeliz sem saber por quê
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indecisão
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falta do motivação
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fobia
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problemas do comportamento em adolescentes
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não conseguir lidar com as circunstâncias
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questões sobre orientação sexual
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solidão
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isolamento
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sentir-se vazio
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problemas de identidade e personalidade
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questões de auto-estima e auto-conceito
PERGUNTAS COMUNS SOBRE PSICOTERAPIA
"Você faz atendimento on-line?"
R. Não faço atendimentos pela net, pois acho a troca de e-mails insuficiente para um trabalho psicológico de qualidade, além de não haver respaldo científico.
"Gostaria de saber qual a diferença entre psicólogo, psiquiatra e psicanalista. Também em que consiste a entrevista inicial. É um diagnóstico?"
R. O psicólogo fez 5 anos de faculdade de psicologia, com uma formação multidisciplinar, enfocando tanto a parte humana quanto a biológica e estuda várias abordagens psicoterápicas, escolhendo uma para atuar. Além de ser psicoterapeuta, a atuação profissional do psicólogo abrange outras áreas, como o recurso humanos em empresas, a orientação vocacional e a aplicação de testes psicológicos, entre outros.
O psiquiatra é um médico que fez residência em psiquiatria, que geralmente trata a pessoa através de medicamentos, que se prestam aos transtornos psiquiátricos, procurando as causas orgânicas de seu quadro. Alguns psiquiatras também fazem psicoterapia, pois eles têm algumas matérias na residência sobre isso.
O psicanalista estudou psicanálise (que é uma das várias abordagens psicoterápicas que existem, cujo fundador foi Freud) em uma sociedade de psicanalistas e pode ter qualquer formação superior(pode ser um químico, um matemático, etc).
O psicólogo cognitivo (que é a abordagem na qual atendo) ajuda a pessoa através de psicoterapia, onde em sessões semanais a pessoa estará trabalhando seus pensamentos , crenças e comportamentos, direcionados a um objetivo específico (por exemplo, ansiedade, dificuldades de relacionamento) ou ao auto-conhecimento.
Na sessão inicial o psicólogo vai saber da história da pessoa para direcionar a psicoterapia às suas dificuldades e objetivos e o psiquiatra faz o diagnóstico, para escolher a medicação e dosagem apropriados ao caso.
ALGUMAS CAUSAS DE DIFICULDADES E DECORRÊNCIAS NAS QUAIS A PSICOTERAPIA PODE AJUDAR E EXEMPLOS DE CASOS
Auto-estima rebaixada: dificuldade em aceitar elogios, medo de rejeição, falta de objetivos, dificuldade em dizer não a outro, não gostar de si ou de sua aparência, supõe não ser gostado por outro, pôr-se objetivos abaixo da sua capacidade.
"Preciso de ajuda! Tenho baixa auto-estima e acho que todo mundo está querendo me sabotar o tempo todo. Eu falo tudo que dá na telha porque acho que nunca posso mentir e nunca consigo fazer amizades, o que faço?"
R. Você tem pensamentos e crenças a respeito de si e dos outros que não estão ajustadas com suas reais necessidades e as necessidades das pessoas com quem você gostaria de travar uma amizade, então você acaba agindo de um modo que tem o resultado oposto do que queria. Uma saída seria detectar esses pensamentos e crenças, um a um, e pô-los em cheque, além de estar pensando nas opções para conseguir seus objetivos e em como alcançá-los.
"Tenho 21 anos. Não sei como levantar a minha auto estima pois estou muito deprimida, meu marido diz que não sente mais nada por mim. O importante é saber como passar dessa crise? Como ser uma mulher reestruturada? Como ser bem sucedida como dona de casa, no emprego, na faculdade?"
R. É natural em uma situação como essa, de crise no casamento, você se sentir mais frágil e triste e com a estima abalada pelo motivo que seu marido expôs. Lembre que um relacionamento é como uma dança a dois, não se faz sozinho e com certeza seu marido tem sua responsabilidade na crise que estão passando. Você não precisa ser a mulher maravilha, perfeita em tudo, para ter um relacionamento satisfatório. O primeiro passo seria conversar direito com ele, ver o que se passou e buscarem juntos soluções para as coisas que levaram a isso. Se vocês não verem uma saída sozinhos, uma terapia de casal pode ajudá-los bastante, nesse momento. E se você achar que precisa de um espaço para pensar em tudo isso com auxílio, uma psicoterapia pode ser bem legal.
Abuso sexual (decorrências): dificuldades em criar e manter relacionamentos íntimos, em confiar nos outros novamente, sentimentos de vulnerabilidade, insegurança, vergonha, culpa, depressão, ansiedade, ataques do pânico, mudanças de humor, vícios e auto mutilação (pode se cortar ou se ferir).
"Tenho 19 anos e sofri abuso sexual aos 9 anos. Aconteceu 3 ou 4 vezes. Peguei uma dst sem saber o que era uma relação sexual. Nunca tive coragem de contar isso a ninguém. Tenho receio de que não acreditem em mim, ou que também me considerem culpada por algum motivo. Desde que isso aconteceu, não tive mais relação. Até tento ter um relacionamento com alguém, mas fico pensando como essa pessoa reagiria se me ouvisse falando essas coisas, e se acreditaria em mim. Estou com hpv, sei que não tem cura. Ás vezes me sinto suja por dentro. Tenho nojo de mim. Não sei mais o que fazer...Já fui à ginecologista. Gostaria de poder esquecer tudo isso e ter uma vida normal como qualquer pessoa normal da minha idade. Já pensei em me matar, mas sei que essa não é a melhor solução, e há pessoas que precisam de mim. Eu preciso de tratamento?"
R. Você teve uma experiência terrível, que te trouxe seqüelas físicas e emocionais até hoje. A parte física já está sendo cuidada, e é mais difícil, mesmo, estar lidando com a parte emocional, por ter que se estar lembrando de coisas que a machucam. Nesse momento da sua vida seria importante você ter um espaço para estar sendo cuidada, para estar trabalhando essas questões e assim poder deixá-las onde é o lugar delas, no passado, porque hoje é como se essas coisas continuassem a acontecer dentro de você e é por isso que está tão insuportável estar vivendo e convivendo com isso. Com certeza a saída não está em se matar ou fazer algo contra si, a culpada nessa história não é você. Já atendi moças com histórias de abuso na infância e há uma luz no fim do túnel, sim. Uma psicoterapia pode auxiliá-la e te faria bem.
Tabagismo: auxílio psicológico para parar de fumar. Sigo a linha cognitiva comportamental, onde para parar de fumar vejo a parte comportamental (dando informações, trabalhando quais as deixas que o levam a fumar e o cercando para a parada propriamente dita) e concomitantemente os fatores emocionais associados (trabalhando os pensamentos e crenças ligados tanto ao fumar quanto às dificuldades emocionais que podem levar à recaída e que podem estar embutidas para o início ou continuidade do vício).Trabalho com tabagismo dentro da psicoterapia, também.
"Gostaria muito parar de fumar, pois fumo desde a minha adolescência, ou seja 17 anos quando comecei e hoje estou com 39 anos, preciso de ajuda?"
R. Se você já tentou parar sozinho e não conseguiu, seria interessante procurar ajuda para parar com o cigarro. A psicoterapia o ajudaria a redimensionar os comportamentos que estão presentes no momento que você fuma, para que o comportamento de fumar diminuísse, além do aspecto de motivação e outros aspectos emocionais que podem estar envolvidos, assim como a prepará-lo para largar o cigarro, que esta com você a tanto tempo. Você também pode recorrer à medicação prescrita por um médico psiquiatra, é muito utilizada bupropiona.
Timidez: dificuldades em se aproximar das pessoas e em paquerar ou começar um namoro, evitação de locais públicos ou situações sociais, vergonha, embaraçamento.
"Eu sou uma pessoa tímida, toda vez que me aproximo de uma mulher fico vermelho, toda vez que bebo tenho coragem, é normal? Qual o procedimento a ser tomado para vencer a timidez e parar de ficar vermelho?"
R. Para vencer a timidez é preciso, aos poucos, se expôr às situações que são difíceis para o tímido, tal como a paquera, e modificar o modo que se vê estas situações. Em uma psicoterapia (que é indicada quando a timidez está trazendo sofrimento pessoal) você pode estar descobrindo quais os motivos que o levam a ter esta dificuldade e a procurar modos de ultrapassá-la. Pessoas claras tendem a mostrar mais rubor do que as pessoas morenas, mas o problema maior do tímido não é ruborizar-se, mas sim embaraçar-se em demasia com este rubor, o que também pode ser melhorado com a psicoterapia. Muitos tímidos bebem para enfrentar situações sociais, pois relatam que conseguem se soltar bebendo, coisa que não fariam normalmente, além de terem onde pôr as mãos. Mas beber nestas situações não é recomendável, pois a bebida apenas esconde o problema (não criando uma habilidade em manejar a situação) e não se expôr a ele só o perpetua, além de que beber constantemente pode levar ao vício.
Conflitos entre o casal ou família: discussões freqüentes, ciúmes, questões de falta de confiança, conflitos entre pais e adolescentes.
"Sou casada há 08 meses, tenho um filho de 06 meses. Passo por um problema de carência muito grande, meu marido não me dá muita atenção e na verdade ele não faz mais questão de saber dos meus problemas e isso me incomoda. Esclareço que procuro ser uma esposa perfeita, ajudando-o nos negócios, sou uma boa mãe e esposa ao meu ver. Como posso resolver meu problema?"
R. Em primeiro lugar, tente conversar novamente com seu marido, expondo suas necessidades (sem acusações e de forma clara) e o modo como se sente e tente ver o que ele acha de tudo isso e da atenção que você sente falta. Caso já o tenha feito ou essa distância perdure, algo que poderia ajudá-la nesse momento seria procurar um psicólogo em sua cidade, que conversaria com você e avaliaria se é o caso de se fazer uma terapia de casal ou se uma psicoterapia individual a auxiliaria nesse momento.
"Namoro a 1 ano e meio. No inicio meu namorado só tinha amigos, mas agora, de 4 meses pra cá,ele ficou MUITO amigo de uma menina. Ela o considera um super amigo, somente amigo, liga para ele e conversam horas. Eu morro de ciumes dela, porque ela liga muito, ela é muito carinhosa com todos os amigos dela. Tenho medo! Não quero perdê-lo por causo do meu ciúme.Uma frase de Roland Bartles explica do que tenho medo: ‘Como ciumento sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo de sê-lo, porque temo que meu ciúme machuque o outro, porque me deixo dominar por uma banalidade’..."
R. A resposta é exatamente esta: não se deixar dominar pelo ciúmes. Deixar transparecer toda a intensidade do ciúmes que você sente talvez não seja uma boa, pois como você mesma já pensou isto pode afastar seu namorado. Mas como vocês estão juntos a bastante tempo, têm intimidade, você poderia se abrir com ele, dizer o que te incomoda nesta situação, para entrarem em uma acordo juntos sobre a amizade dele com esta garota, estabelecerem limites. Afinal, se você tivesse um amigo tão próximo, que ligasse para você a toda hora e com tanto carinho, será que ele também não se sentiria incomodado? Caso você continue sentindo-se impotente ante seus sentimentos e os acontecimentos em seu namoro, procure uma psicóloga em sua cidade, fazer psicoterapia auxiliaria você a encontrar modos de lidar com esta situação e com outras e a compreender suas emoções.
Questões comuns a adolescentes: podem trazer sofrimento na adolescência a ansiedade, tristeza, culpa, raiva, auto-estima baixa, dificuldades na escola, com amigos, namoro, com pais, "bullying" (ser zoado), dúvidas quanto ao futuro e ao vestibular, entre outros.
“Tenho 16 anos. As mulheres, eu sei o que fazer para conquistá-las, mas não sei como fazer. Sabe eu acho que meu problema é falta de confiança, eu não me acho feio e nem as pessoas que estão perto de mim, só que sou muito exigente comigo mesmo, se tiver uma espinha em mim já é motivo para eu ficar em casa e não sair, eu quero tudo perfeito comigo. Eu já tive muitas oportunidades de ficar ou namorar, mas na hora eu não consigo falar, meu corpo fica frio, minhas mãos suam e não sai nada do que queria falar. Essa pergunta bate muito na minha cabeça e é por isso que às vezes não arrisco uma mulher mais velha, mesmo que esteja dando bola pra mim. Bom, já com as da minha idade, eu vejo que dão bola para mim, mas eu não chego por medo de me achar um tolo idiota; eu sei o que falar, mas este medo não me deixa, e me faz perder muitas chances. O que devo fazer e como me comportar?”
R. A insegurança e a falta de confiança em si parecem centrais na sua queixa. Você espera tanto de si, uma coisa tão perfeita, que não admite que as outras pessoas, especialmente as garotas, tenham uma expectativa mais realista a respeito de você. Mas é assim que acontece! E tanto é, que apesar da sua insegurança, várias mulheres, inclusive mais velhas, já te acharam atraente e quiseram te namorar. Então, você precisa aprender a ser menos exigente consigo, a se aceitar mais, a saber que umas vezes se acerta, outras se erra. Comece a se expor a essas situações que você evita hoje em dia. Lembre-se, é só enfrentando nossos medos que descobrimos que as consequências não são terríveis assim!
"Tenho 15 anos, estou no segundo ano do ensino médio e acho que estou com depressão. Pesquisei na internet os sintomas e me identifiquei muito com a maioria deles.
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pessimismo
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irritabilidade
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pensamentos de morte, vontade de morrer
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sentimentos de culpa
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vergonha
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pena de mim mesmo
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vontade de ficar em casa
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baixa auto estima
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chorar à toa e constantemente, entre outros.
Peço ajuda por que minha mãe acha que estou exagerando, então não posso pagar do meu bolso um tratamento para depressão. Alguns acontecimentos vem ocorrendo que estão me deixando profundamente triste e sem vontade de viver."
R. Fazer uma psicoterapia poderia ajudá-la, sim, devido ao seu sofrimento. Independente de seu diagnóstico ser depressão ou não, nessa fase da vida pode acontecer muito sofrimento por não se conseguir ver modos de se lidar com determinadas situações ou ainda não se ter desenvolvido habilidades para fazê-lo e os pensamentos ligados à isso são de tristeza, culpa, ansiedade. Por isso, ter um auxílio de um psicólogo pode ser uma coisa legal. Converse com sua mãe. Caso seja mais adequado nesse momento à sua família que o atendimento seja gratuito, as faculdades de psicologia têm clínicas, onde os alunos atendem a população. Na primeira sessão, como você é menor, os pais ou um dos responsáveis deve vir junto. Procure não se desesperar, a saída para as dificuldades que você está passando com certeza não está em se parar de viver!
Ansiedade: pode estar relacionada com preocupações, estresse, medos ou fobias, ataques do pânico, falta de segurança, traumas (de assalto, estupro, traição, abuso). A pessoa pode se sentir oprimida, irritada, com músculos tensos, com muitos pensamentos ao mesmo tempo, nervosa, com dificuldade em se concentrar ou tomar decisões. Pode ter também algum dos quadros: ataque de pânico, transtorno de estresse pós-traumático, transtorno obsessivo compulsivo, fobia social, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, agorafobia.
"Tenho, acredito eu, uma disfunção: parece que a função de expressão de nojo é multo acentuada em mim; gostaria de saber se é só comigo que acontece, ou se alguém já se queixou disso e se tem tratamento."
R. A expressão de nojo muito acentuada pode relacionar-se ao transtorno obsessivo-compulsivo e é chamada de obsessão. Ela é comum em quem tem esse transtorno ansioso. Muitas vezes, além do pensamento de nojo, há comportamentos chamados rituais, como por exemplo lavar as mãos continuadamente, com o intuito de diminuir a ansiedade. Tem tratamento, sim, com psicoterapia cognitiva ou comportamental e/ou antidepressivos, dependendo do caso.
"O transtorno ansioso é a mesma coisa que transtorno do pânico? Esse mal tem cura?? É possível adquirir uma vida normal com esse estado??"
R. O transtorno do pânico é um tipo de transtorno ansioso. Transtorno ansioso não é a mesma coisa que transtorno do pânico, pois abarca outros transtornos, como a fobia, p.e.. Os tratamentos mais recomendados atualmente são a psicoterapia cognitiva comportamental e antidepressivos. Existem técnicas específicas para se aprender a lidar com o transtorno do pânico, que são ensinadas na psicoterapia, além de ser importante aprender a lidar com a ansiedade e procurar suas causas. O transtorno do pânico é uma doença crônica, ela tem um controle, mas fazendo o tratamento adequado é possível adquirir uma qualidade de vida normal.
depressão: pode ser relacionada com desesperança sobre o presente e o futuro, não achar uma saída para os problemas, frustrações e decepções, entre outras coisas. A pessoa pode ter sintomas tais como uma tristeza penetrante e/ou apatia, interesse diminuído pelo trabalho, atividades sociais, amizades e/ou no cuidado consigo, motivação e energia baixos, sentimentos de inutilidade e/ou de culpa impróprios; auto-estima baixa, diminuição ou aumento no sono e no apetite; excitação sexual baixa ou ausente, fadiga, irritabilidade, episódios de choro, concentração pobre, pensamentos de suicídio.
"Sofro de depressão. Acho que não estou deprimida, sou deprimida, pois o fato é recorrente em minha vida, às vezes com mais, outras vezes com menos intensidade. Me lembro de me sentir assim ainda criança. Pode, por favor,me orientar?"
R. No seu caso, o ideal seria fazer um tratamento conjunto com psicoterapia (feita com um psicólogo) e medicação (prescrita por um médico psiquiatra).
identidade sexual: pesquisas americanas apontam para um aumento da vulnerabilidade e isolamento entre adolescentes e jovens homossexuais, devido ao estresse social. Ele foi associado com problemas acadêmicos, prostituição, fuga de casa, uso de drogas e até mesmo suicídio nestas populações. A rejeição da família pode ser uma das causas do estresse.
Além de estressores externos (como perda de emprego, violência, despejo, dificuldades com custódia de crianças, até perturbações diárias tais como piadas de mau gosto ou denominações discriminatórias), outro fator de risco à saúde mental de gays, lésbicas e bissexuais é a internalização de atitudes sociais negativas, levando a problemas de auto-imagem (desde falta de auto-confiança até ódio de si mesmo).
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